Sabores que contam histórias: Memória, afeto e alimentação na vida mulher idosa
- há 1 dia
- 1 min de leitura

Ao longo da vida, muitas mulheres constroem uma relação profunda entre alimentação, cuidado e convivência. Em diferentes culturas, preparar refeições esteve historicamente ligado ao afeto, às celebrações e aos encontros familiares. Assim, a comida passa a representar não apenas nutrição, mas também memória, identidade e vínculos emocionais.
Quando essa trajetória encontra a realidade das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), surge uma reflexão importante: como essas conexões afetivas podem continuar presentes no cotidiano institucional? Estudos sobre envelhecimento e alimentação têm discutido o conceito de nutrição afetiva, que observa como experiências alimentares também se relacionam com aspectos emocionais e sociais.
Pesquisas em neurociência e comportamento alimentar indicam que aromas, sabores e texturas podem ativar regiões cerebrais ligadas às emoções e às lembranças, favorecendo o que se conhece como reminiscência — o processo de recordar e compartilhar histórias de vida. Conversas sobre receitas tradicionais ou hábitos alimentares familiares podem estimular narrativas pessoais, fortalecer a identidade e promover momentos de troca entre residentes e equipes.
Nesse contexto, algumas experiências em ILPIs mencionam iniciativas como os “cardápios afetivos”, que resgatam memórias culinárias das próprias residentes. Mais do que o alimento em si, esses momentos à mesa podem se tornar espaços de convivência, socialização e construção de significado ao longo do envelhecimento.





















Comentários