Movimento na longevidade feminina: perspectivas sobre atividade física entre mulheres idosas institucionalizadas
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O envelhecimento é um processo natural acompanhado por diferentes alterações fisiológicas, como redução da massa muscular, diminuição da mobilidade e mudanças no equilíbrio. Essas transformações fazem parte do avanço da idade e podem impactar a funcionalidade e a autonomia ao longo dos anos.
Quando observamos o envelhecimento feminino, essa discussão ganha uma dimensão particular. As mulheres vivem mais e representam a maior parcela da população idosa brasileira. Nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs)e residenciais geriátricos, essa realidade também se repete, tornando relevante compreender estratégias que contribuam para a manutenção da funcionalidade e da qualidade de vida nesse grupo.
Entre as abordagens discutidas na literatura científica, a atividade física aparece frequentemente associada ao bem-estar na velhice. Mesmo quando existem limitações físicas ou condições de saúde que exigem maior atenção, movimentos adaptados podem estimular diferentes aspectos da saúde física, cognitiva e emocional.
Um estudo publicado no FIEP Bulletin (Guimarães, Rocha e Meneses, 2026) acompanhou a aplicação de exercícios físicos adaptados com oito mulheres idosas institucionalizadas, com idades entre 64 e 82 anos. Entre as participantes, duas eram cadeirantes e seis apresentavam maior autonomia de movimento.
Durante dez sessões de sessenta minutos cada, foram realizadas atividades estruturadas que incluíam aquecimento, exercícios adaptados, caminhadas leves, alongamentos e momentos de relaxamento e interação em grupo. As práticas foram ajustadas conforme as condições e limitações individuais de cada participante.
Ao longo das sessões, os pesquisadores observaram maior interação entre as participantes e relatos de melhora percebida no equilíbrio e na funcionalidade. As atividades que incluíam música e dança também demonstraram favorecer o engajamento das idosas, tornando os momentos de movimento mais prazerosos e participativos.
Resultados como esses ajudam a ampliar o olhar sobre o papel do movimento na rotina de cuidado às pessoas idosas, especialmente em contextos institucionais. Mais do que intensidade ou complexidade, a literatura costuma destacar a importância de atividades adaptadas às condições individuais, respeitando limites e valorizando as possibilidades de cada pessoa.
Discutir práticas de cuidado e experiências observadas em ILPIs também evidencia a importância da organização e do acompanhamento sistemático das informações relacionadas à saúde dos residentes. Nesse cenário, a MedLogic surge como uma ferramenta que auxilia equipes na gestão dessas informações, contribuindo para uma visão mais integrada do cuidado à pessoa idosa. Referência Bibliográfica (Formato ABNT)
GUIMARÃES, Luziane Cruz Ferreira; ROCHA, Miguel Ângelo Guimarães; MENESES, Yúla Pires da Silveira Fontenele de. Exercícios físicos adaptados para idosas em Instituição de Longa Permanência. Fiep Bulletin - Online, v. 96, n. 1, e7155, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.16887/2ftdff78. Acesso em: 12 mar. 2026.





















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